Argozelo
Adeus lugar de Argozelo,
Ao longe pareces vila,
S. Sebastião à entrada,
Santo Amaro à saída

Com uma população de cerca de 1000 habitantes, a freguesia de Argozelo pertence ao concelho de Vimioso, distrito de Bragança. Presume-se que esta vila tenha sido criada numa data anterior a 1187.

A origem da vila teve a sua génese numa troca entre os monges de castro de Avelãs, que deram ao rei a sua herdade de Benquerença, no local que é actualmente Bragança e em troca a coroa dava aos referidos monges a igreja de S. Mamede e as suas vilas de Santulhão, Pinelo e Argozelo, na época chamada Ulgusello. Cem anos depois, ainda os frades de castro de Avelãs e o arcebispo de Braga andavam às voltas sobre a real posse daqueles territórios.

Só em 1319 um despacho do rei D. Dinis viria sanar o conflito e determinava os verdadeiros direitos sobre a posse da actual freguesia.
Em 1290, D. Dinis dava carta de foro à freguesia, que a partir daí ganhava uma independência administrativa relativa. A nível populacional, o crescimento maior deu-se no entanto a partir do século XVI. Com a expulsão dos Judeus de Espanha, e porque Argozelo se encontra perto da fronteira, centenas de pessoas desta religião acorreu à freguesia, aumentando em muito o seu número de habitantes.
O traçado actual da povoação apresenta características nitidamente judaicas, com ruas muito estreitas e becos sem saída. Este facto comprova bem a sua importância no desenvolvimento da terra.
Para saber mais consulte
http://eira.espigueiro.pt/gac-argoselo/
Vimioso
O Concelho de VIMIOSO, fica situado na periferia do Nordeste
Transmontano. Faz fronteira com Espanha, estando ligado à vila de
Alcañices (21 Kms) pela Fronteira das Três Marras.
O concelho de Vimioso, com cerca de 479 quilómetros quadrados
de superfície, tem cerca de 6320 habitantes, segundo os censos de
1991.
Em 1853, com a reforma administrativa e extinção dos
concelhos de Algoso e Outeiro ficou definido o actual concelho,
constituído por catorze freguesias: Algoso, Angueira, Argozelo,
Avelanoso, Caçarelhos, Campo de Víboras, Carção, Matela, Pinelo,
Santulhão, Uva, Vale de Frades, Vilar Seco e Vimioso.
No âmbito de infra-estruturas todas as aldeias estão
servidas por estradas asfaltadas, com saneamento básico, e rede de
água.
Trás-os-Montes
A região é caracterizada por uma sucessão de formas arredondadas, aqui e ali separadas pelos vales de rios profundamente encaixados. As altitudes extremas são: 438 metros nas águas de Sandim, no leito do rio Mente, e 1481 metros na Malhada da Cova, na serra de Montesinho. Os rios mais importantes são, na parte ocidental, o Mente e o Rabaçal, na central, o Tuela e o Baceiro, e, na oriental, o Sabor e o Maçãs.
A Serra do Montesinho dá ao nome ao Parque que encerra uma paisagem grandiosa, serena e muitíssimo bela.
Os terrenos são dominantemente xistentos, tendo no entanto expressão afloramentos de rochas básicas, alguns afloramentos de calcários, nomeadamente em Cova de Lua e Dine, e manchas graníticas na parte superior da serra de Montesinho e nos Pinheiros.
Ao nível do clima a região é caracterizada por invernos frios e longos e verões curtos e quentes, daí o ditado popular «Nove meses de inverno e três de inferno».
A vida dos transmontanos esta indiscutivelmente às vicissitudes do trabalho da terra e depende essencialmente da generosidade dela. As suas gentes estão habituadas a lidar com as dificuldades e ao trabalho árduo que a natureza lhes impõe, mas nem por isso deixam de ter um extremo orgulho e amor á sua terra. Daqui a origem do ditado "Para lá do Marão mandam os que lá estão…"
As suas gentes primam pela simpatia e pela excepcional hospitalidade. Ir a Trás-os-Montes e não ser convidado para visitar a casa de um habitante da região e não provar o presunto e os enchidos que o anfitrião generosamente oferece é tarefa quase impossível.
Bragança
Bragança é a capital do Distrito de Bragança, Região e subregião do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 30 mil habitantes.
É sede de um dos maiores municipios portugueses, com 1 173,93 km² de área e 34 752 habitantes (2001), subdividido em 49 freguesias. O município é limitado a norte e leste por Espanha, a sueste pelo município de Vimioso, a sudoeste por Macedo de Cavaleiros e a oeste por Vinhais.
O Castelo

O castelo de Bragança, cuja construção se iniciou em 1409 e terminou trinta anos depois, é constituído por um extenso conjunto de muralhas com um perímetro de 660 metros, que formam quatro recintos individualizados entre si. Conta com quinze torres ou cubelos e outros tantos panos de muro, com a espessura média de dois metros, com três portas (duas Portas de Santo António e a Porta do Sol) e dois postigos (a Porta da Traição e o postigo do Poço do Rei). Toda a cerca é ameada e define uma planta ovalada que apresenta o seu interior orientado segundo dois eixos viários, que estabelecem a ligação entre a Porta de Santo António, que dá para a parte velha da cidade, e a Porta do Sol, a nascente. É a rua da Cidadela aquela que faz o antigo traçado entre as duas portas.
No centro do castelo fica o principal aglomerado populacional, que tem no seu topo a Igreja de Santa Maria (também designada de Nossa Senhora do Sardão) e a célebre Domus Municipalis
Domus Municipalis

A Domus Municipalis de Bragança é por excelência o ex-libris da cidade e certamente o monumento mais visitado e conhecido de todo o distrito. Trata-se de um edifício único na Península Ibérica dentro da arquitectura civil românica, englobando uma dupla funcionalidade: cisterna e sala de reuniões do conselho municipal.
Tem as paredes graníticas, definindo um planta hexagonal, exteriormente composta de cinco faces de dimensões diferentes: a mais extensa com 14 metros, a mais pequena com pouco mais de três. Na face de maior extensão abrem-se duas portas de vão rectangular. A iluminação é efectuada por uma série contínua de janelas de arco abatido, ao longo de todas as faces da construção. Todas as janelas têm moldura lisa, excepto as sete colocadas a este, que possuem, interiormente, uma arquivolta com ornatos estreliformes.