Inquérito 
Responda ao nosso inquérito!

Astronomia em Crescente 2006


lua_cres.jpgO NUCLIO-Núcleo Interactivo de Astronomia, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, promove mensalmente a "Astronomia em Crescente". Esta actividade, que normalmente decorre no Sábado próximo da fase de Quarto-Crescente da Lua, é constituída por uma apresentação sobre um tema astronómico e, caso as condições meteorológicas o permitam, por uma sessão de observação nocturna com telescópios.

Em 2006, as datas e temas da "Astronomia em Crescente" serão:
7 de Janeiro - "Novos Mundos", por José Simões (FCUL) e "Distant worlds and the possiblity of future space colonisation", por Carl Koppeschaar.
4 de Fevereiro - "Cosmologia no Laboratório", por Thomas Girard (CFNUL)
11 de Março - "A Nossa Perspectiva do Universo, uma introdução ao Livro das Escolhas Cósmicas", por Orfeu Bertolami (DF-IST)
8 de Abril - "Portugal no Espaço", por Rodolfo Condessa (GRICES)
6 de Maio – "A dieta de uma galáxia canibal: a Via Láctea", por André Moitinho (CAAUL/FCUL)
3 de Junho - "De que é feito o Universo?", por Maria da Conceição Bento (IST - Dep. Física/CFTP)
1 de Julho - "O Sol", por Ilídio Lopes (Universidade de Évora)
2 de Setembro - "Origens", por Rosa Doran (NUCLIO)
4 de Novembro - "Uma relíquia do Big-Bang :O Fundo da Radiação Cósmica, Prémio Nobel da Física 2006", por Domingos Barbosa (Centra-IST) ADIADO para dia 27 de Janeiro de 2007.
16 de Dezembro - "O Céu de Inverno" por Hugo Silva (NUCLIO)

A actividade tem inicio às 21:30 no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, na Estrada Marginal, São Pedro do Estoril.


Resumos

Novos Mundos
José Simões (Depto de Física da FCUL)

A "Astronomia em Crescente" começa 2006 com um tema recorrente nos últimos tempos nos meios científicos: a descoberta de novos objectos no Sistema Solar que desafiam a definição de planeta. Por exemplo, Quaoar, Sedna e Xena, serão planetas, ou chegámos ao ponto em que a denominação de planeta é demasiado simples para identificar um corpo do Sistema Solar?




Cosmologia no laboratório
Thomas Girard (CFNUL)

Geralmente, quando ocorrem transições de fase muito rápidas, surgem defeitos topológicos. Este tipo de defeitos, gerados durante o Big Bang, podem ser os responsáveis pela estrutura em larga escala do Universo actual. Embora as evidências actuais sugiram que não é este o caso, a razão pode estar mais na nossa falta de compreensão da dinâmica de geração dos defeitos topológicos.

Naturalmente, testes experimentais directos sobre esta dinâmica são irrealizáveis, mas transições de fase descritas por equações muito semelhantes, ocorrem em experiências de matéria condensada realizadas a baixas temperaturas. Nesta palestra descreverei as tentativas de explorar a questão da criação de defeitos topológicos cosmológicos, através do estudo de vários sistemas análogos de matéria condensada, no âmbito do programa COSLAB.




A Nossa Perspectiva do Universo, uma introdução ao Livro das Escolhas Cósmicas
Orfeu Bertolami (Depto de Física do IST)

Nesta palestra nós discutiremos os principais aspectos da história e da evolução do Universo com ênfase na profunda ligação que existe entre o mundo microcoscópico e o macrocosmos.




Portugal no Espaço
Rodolfo Condessa (GRICES – Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior)

Portugal é membro de pleno direito da Agência Espacial Europeia, ESA, desde 2000. Nesta apresentação faz-se um balanço da participação dos agentes nacionais na ESA e indicam-se as novas perspectivas para este sector.




A dieta de uma galáxia canibal: a Via Láctea
André Mointinho (CAAUL/FCUL)

De acordo com teorias actuais, as galáxias gigantes como a Via Láctea crescem às custas da canibalização de galáxias anãs. Ainda que este fenómeno seja visto frequentemente em outras galáxias gigantes, foi só em 1994 com a descoberta da galáxia anã de Sagitário que se verificou
pela primeira vez que a nossa Galáxia, a Via Láctea, também "come" as mais pequenas. Subitamente, a busca de outras eventos semelhantes tornou-se um campo muito activo da Astrofísica. No entanto, tardaram 10 anos até que em 2004 se anunciou a descoberta de uma outra galáxia,
na constelação de Canis Major, a ser canibalizada pela nossa. Nesta palestra discutirei as evidências observacionais que levaram a estas descobertas e de como resultados recentíssimos do meu grupo mostram que a "galáxia" de Canis Major não passa de um efeito visual resultante da estrutura espiral a Via Láctea.




De que é feito o Universo?
Maria da Conceição Bento (IST - Dep. Física/CFTP)

Observações recentes indicam que cerca de 95% do Universo será composto de matéria e energia escura, isto é, não luminosa. A matéria escura é necessária para explicar a estrutura em larga escala do Universo e a energia escura parece necessária para explicar a recente descoberta de que o Universo está em expansão acelerada. No entanto, nada se sabe ainda de concreto sobre a natureza da matéria/energia escura; num futuro próximo, diversas observações e experiências permitirão, em princípio, resolver este mistério, que é talvez o maior da Física moderna.




Uma relíquia do Big-Bang :O Fundo da Radiação Cósmica, Prémio Nobel da Física 2006
Domingos Barbosa (CENTRA-IST)

O Fundo de Radiação Cósmica em Microondas é o fóssil mais antigo da
história do Universo até agora explorado. Com cerca de 400 fotões por cm3, tem as mesmas propriedades em todas as direcções. Tem gravado as sementes das grandes estruturas que hoje existem no Universo, pela primeira vez cartografadas em 1992 pelo satélite COBE (Cosmic Background Explorer) da NASA, descobertas merecedoras do prémio Nobel da Física em 2006. Com o COBE apareceu um nova ciência de precisão : a Cosmologia.